domingo, 11 de janeiro de 2026

 INVERNO



Inverno

Sopra um vento que gela,
Do céu a chuva desaba,
O céu é cinzenta tela
Temporal que não acaba.

Cobre-se o chão de geada,
Evola-se o nevoeiro,
Ruge do vento a nortada,
Cai a chuva em aguaceiro.

Em silêncio cai a neve,
Tudo cobre de brancura,
Embora nevada breve
No tempo o manto perdura.

A vida cai num vazio,
Tempo de rigor intenso,
O inverno é duro e frio
Seu manto de neve imenso.

Juvenal Nunes




domingo, 4 de janeiro de 2026

 O MODERNISMO


        A dinâmica evolutiva da Poesia Portuguesa determinou que o Simbolismo desse lugar ao Modernismo.
        Esta corrente literária poética emergiu em 1915 com a publicação da revista Orpheu.
        O seu maior representante é Fernando Pessoa, que se destaca entre vários outros.

Fernando Pessoa







Cartas de amor são ridículas

 

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

 

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

 

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

 

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

 

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

 

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas).

 

Fernando Pessoa








        Em 13 de junho de 1888, nasceu em Lisboa o poeta Fernando Pessoa que faleceu na mesma em 30 de novembro de 1935. Manifestou diversas personalidades literárias expressas nos diferentes heterónimos. É figura central do Modernismo português, que se gerou a partir da publicação da revista Orpheu.
        Foi também um homem multifacetado tendo sido tradutor, publicitário, astrólogo, filósofo, dramaturgo, ensaísta e crítico literário. A verdadeira dimensão da sua obra só foi conhecida postumamente.

domingo, 28 de dezembro de 2025

 POETAS DE PARABÉNS

ALEXANDRE O`NEILL




O Beijo

Congresso de gaivotas neste céu
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo.
Querela de aves, pios, escarcéu.
Ainda palpitante voa um beijo.

Donde teria vindo! (Não é meu…)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?

É uma ave estranha: colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.

E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar.

Alexandre O’Neill





        De se nome completo Alexandre Manuel Vahia de Castro O`Neill de Bulhões nasceu em Lisboa 
a 19 de dezembro de 1924 e faleceu na mesma cidade em 21 de agosto de 1986.
Notabilizou-se como poeta tendo ajudado a dar corpo ao movimento surrealista português.
       Politicamente insurgiu-se conta a política do Estado Novo tendo chegado a ser preso pela PIDE.
        A sua obra literária valeu-lhe, a título póstumo, ter sido agraciado como Grande-Oficial da Antiga, Nobolíssima e Esclarecida Ordem Militar de Santiago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

 BALANÇO DO 5º ENCONTRO TEMÁTICO

UM POEMA  DE NATAL



Bom dia a todos,

        Conforme o previsto no prazo proposto encerram-se hoje, dia de Natal, as participações no 5º Encontro Temático - Um Poema de Natal.

        Quero expressar o meu sincero agradecimento a todos os visitantes, leitores e comentadores, que dinamizaram o evento, sem esquecer, principalmente, todos os participantes, que com os seus trabalhos lhe deram corpo e forma, tornando possível o concretizar da iniciativa.
        Desejo a todos a continuação de Boas Festas e que o espírito do Natal se prolongue no tempo, ao longo de todo o ano.
        Deixo também, a todos que o desejem, o disintivo identificativo da sua participação.

        Saudações poéticas e natalícias,

        Juvenal Nunes





sábado, 20 de dezembro de 2025

 5º ENCONTRO TEMÁTICO

UM POEMA DE NATAL






Mãe Natal

Sobre a gruta de Belém
Brilhou a estrela guia
A cintilar sem igual;
Maria tornou-se Mãe
Nessa noite de alegria
Em que se deu o Natal.

Juvenal Nunes



sábado, 13 de dezembro de 2025

 5º ENCONTRO TEMÁTICO

UM POEMA DE NATAL



Estamos de novo em tempo de Natal.
Aproveito a quadra para convocar e congregar todos na escrita de um poema de Natal.
Fico a aguardar o envio dos vossos trabalhos.


Quem quiser participar deverá:

    -- postar o texto no seu blog, antecedido do distintivo pictográfico apresentado.

        Saudações natalícias,   




        Juvenal Nunes

Participantes:


Rosélia - Nosso Salvador

Majra - Christmas

Verena - Natal

Olinda Melo - A Boa Nova

Marli Soares Borges - A Noite de Natal

Maria Rodrigues - O Natal é...

Nuria de Espinosa - El Significado

J. P. Alexander - O Natal Está a Chegar

Juvenal Nunes - Mãe Natal





quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

 XVI INTERAÇÃO FRATERNA DE NATAL






Natal Renovado

Belém! Cidade Natal,
Onde nasceu o Menino
Prometido à humanidade!
Nessa noite especial
Tornou-se humano o divino
Na mais completa humildade.

Juvenal Nunes





A convite da amiga Rosélia aqui fica a minha participação na XVI Interação Fraterna de Natal.