O SURREALISMO
ARTUR CRUZEIRO SEIXAS
Era um Pássaro Alto
e que devorava o azul
como nós devoramos o nosso amor.
Era a sombra de uma mão sozinha
num espaço impossivelmente vasto
perdido na sua própria extensão.
Era a chegada de uma muito longa viagem
diante de uma porta de sal
dentro de um pequeno diamante.
Era um arranha-céus
regressado do fundo do mar.
Era um mar em forma de serpente
dentro da sombra de um lírio.
Era a areia e o vento
como escravos
atados por dentro ao azul do luar.
Artur
Cruzeiro Seixas
Cruzeiro Seixas, Artur Manuel Rodrigues do Cruzeiro Seixas de seu nome completo viu a luz
do dia na Amadora em 3de dezembro de 1929 e faleceu em Lisboa em 8 de novembro de 2020.
Fez amizade com outros vultos do surrealsmo português como Mário Cesariny e Júlio Pomar.
Viajou bastante e foi agraciado, em vida, com o grau de Grande-Oficial da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant´Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico.
Começou a sua carreira próximo do neorrealismo, mas aderiu, definitivamente, aos princípios do surrealismo.




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