POETAS DE PARABÉNS
ABADE DE JAZENTE
Amor é um arder que se não sente;
É ferida que dói, e não tem cura;
É febre, que no peito faz secura;
É mal, que as forças tira de repente.
É fogo, que consome ocultamente;
É dor, que mortifica a Criatura;
É ânsia, a mais cruel e a mais impura;
É frágoa, que devora o fogo ardente.
É um triste penar entre lamentos;
É um não acabar sempre penando;
É um andar metido em mil tormentos.
É suspiros lançar de quando em quando;
É quem me causa eternos sentimentos.
É quem me mata e vida me está dando.
Abade de Jazente
Tornou-se conhecido na qualidade de poeta, embora tenha exercido como abade na igreja paroquial de Santa-Maria-de-Jazente, perto de Amarante.
Apesar de clérigo viveu os amores clandestinos com Inês da Cunha, imortalizada como Nise, na sua obra.
Revelou ser um grande sonetista.

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