domingo, 16 de agosto de 2026

 POETAS DE PARABÉNS

ANTÓNIO MARIA LISBOA





Poema do Começo

Eu num camelo a atravessar o deserto
com um ombro franjado de túmulos numa mão muito
aberta

Eu num barco a remos a atravessar a janela
da pirâmide com um copo esguio e azul coberto de
escamas

Eu na praia e um vento de agulhas
com um Cavalo-Triângulo enterrado na areia

Eu na noite com um objeto estranho na algibeira
– trago-te Brilhante-Estrela-Sem-Destino coberta de
musgo

António Maria Lisboa






        António Maria Lisboa nasceu em Lisboa a 1 de agosto de 1928 e faleceu na mesma cidade em 11 de novembro de 1953.
        Faleceu bastante novo mas produziu trabalho suficiente para o integrar na corrente poética
surrealista.
        Foi contemporâneo de Mário Cesariny.


sábado, 8 de agosto de 2026

 POEMAS POR TEMAS

MAR





Tema: Mar


Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa






        Em 13 de junho de 1888, nasceu em Lisboa o poeta Fernando Pessoa que faleceu na mesma em 30 de novembro de 1935. Manifestou diversas personalidades literárias expressas nos diferentes heterónimos. É figura central do Modernismo português, que se gerou a partir da publicação da revista Orpheu.                                                                                                                                                                   Foi também um homem multifacetado tendo sido tradutor, publicitário, astrólogo, filósofo, dramaturgo, ensaísta e crítico literário. A verdadeira dimensão da sua obra só foi conhecida postumamente.


segunda-feira, 27 de julho de 2026

 ASPIRAÇÃO    





Aspiração

Viver sem liberdade é um degredo,
Perdido num recônndito sem voz,
Vaguear sem desvelar o segredo
Na teia emaranhada de mil nós.

Levando em conta todo o enredo
Como em estratégia de dominós,
Para levar ao desfazer do medo
Na destrinça do fio do retrós.

Libertar-nos da carga desse fardo,
Deixando só a cela no seu vazio,
É canção triunfal daquele bardo,

Que por todos os revezes sofridos
Alcançasse de novo, sem desvio,
A força dos seus atos com sentidos.

Juvenal Nunes





segunda-feira, 20 de julho de 2026

 O SURREALISMO

O Surrealismo português surge nos anos 40 e é a continuidade lógica e radical do Modernismo.

ALEXANDRE O´NEILL






Gaivota

Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse.
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa.
esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
no meu peito bateria.
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro.
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de nova brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria.
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu.
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro.
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.

Alexandre O'Neill





        Alexandre O´Neill nasceu em Lisboa em 19 de dezembro de 1924 e faleceu na mesma          cidade em 21 de agosto de 1986.
        Integrou o movimento surrealista português e assumiu posições contra o governo de então       tendo sido preso pela PIDE.
        Postumamente, a sua obra foi reconhecida com a atribuição do título de Grande-Oficial da    Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant´Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico.


sábado, 11 de julho de 2026

 POETAS DE PARABÉNS

JOÃO LÚCIO





Um amor de dois perfumes


Cantando junto dum lago,
Macio como o seu olhar,
Que se não evaporava
Só para ouvi-la cantar,
A branca visão serena,
Tão leve como a neblina,
Tinha a voz húmida e pura
Como a da luz matutina.
Se ao lírio Deus desse o canto
E desse voz à estrela,
Nunca, a estrela ou o lírio,

Cantariam como ela.
Encantada, que encantava
Fora das humanas normas,
Era uma luz cinzelada,
Ou um aroma com formas.
A seus pés, o manso lago
Desfalecia em desejos,
Com a água arrepiada
De carícias e de beijos.
Um trovador, que os seus olhos
Conseguiram enlear,
Um trovador que ela amava,
Certo dia a quis beijar;
Da visão se evaporaram
As formas tão olorosas,
Deixando toldado o Ar

Com um perfume de rosas.
— Não me beijes que te encantas —
Longínqua voz murmurou
Alá não quer que me beijem;
Inda ninguém me beijou… —
Junto ao lago adormecida,
Achou-a o trovador,
Numa noite em que as estrelas
Andavam tontas de amor.
O lago enrolava as ondas,
Para ver se a alcançava,
E, ao cimo dessas ondas,
Beijos de prata mandava.
O trovador, de joelhos,
Tremendo de comoção,
No peito ouvia ruflar

As asas do coração.
Ia, afinal, dar-lhe um beijo,
Tê-la, afinal, entre os braços;
Com ciúme e raiva, os astros
Rugiam pelos espaços.
Poisou o beijo infinito
Na boca fresca e mimosa,
Como uma asa de luz
Que poisa sobre uma rosa.
Realizou-se o que, Alá,
Já havia anunciado:
Beijou-a, evaporou-se,
Ficou também encantado…
Dois perfumes que voaram
Nessa noite alva e serena…
Por não tornar mais a vê-la,

Finou-se o lago de pena.
Erram, talvez, pelo Céu,
Entre os astros e as procelas,
Espalhando com os beijos
Novos enxames de estrelas;
Ou quem sabe, se na terra,
Prendeu Alá, esse amor,
E se vivem hoje os dois
No cálix dalguma flor!

João Lúcio







        João Lúcio Pousão Pereira, de seu nome completo, nasceu em Olhão a 4 de julho de 1880 e
faleceu na mesma localidade em 26 de outubro de 1918. Foi um excelente advogado e 
um muito bom poeta.
        Dizem que quem quiser conhecer o Algarve basta ler o seu livro O Meu Algarve, obra de referência do poeta.
       O seu legado coloca-o à altura dos grandes nomes da Renascença Portuguesa.

sábado, 4 de julho de 2026

 POEMAS POR TEMAS

CORPO


Tema: Corpo


Olhar e Sentir

Olhar e sentir
por dentro do corpo a massa de que é feito o avesso dele.
Ossos músculos nervos veias
tudo o que está no corpo e mundo é
a pintura contém e depõe na tela e
se acaso aí o pintor deixou reservas
nesse sem nada o avesso do mundo se
recolhe e mostra a face.

Júlio Pomar





        Julio Pomar nasceu em Lisboa em 10 de janeiro de 1926 e faleceu na mesma cidade em 
22 de maio de 2018.
        Tem uma obra multifacetada na pintura, desenho, cerâmica e gravura. Também se evidenciou 
como poeta.
        Foi galardoado nas diferentes áreas em que trabalhou.

terça-feira, 30 de junho de 2026

 BALANÇO FINAL

5ª HOMENAGEM AOS SANTOS POPULARES

UMA QUADRA PARA UM SANTO





Termina hoje o prazo para a participação na iniciativa proposta.
Quero deixar a todos os amigos escritores o meu agradecimento pela boa vontade na colaboração prestada, cujos trabalhos a abrilhantaram e contribuíram para o seu sucesso.
Muito obrigado a todos.
O selo de participação poderá ser guardado no blog de cada um como recordação da sua participação.

Saudações poéticas 
Juvenal Nunes





sexta-feira, 26 de junho de 2026

                                                                                                                                                                       


Participação na iniciativa do Blog de Nuria


Navegar é preciso

À espera da maré
 Para poder navegar,
Desde a proa até à ré
Tanto mar para sulcar.

Também no mar desta vida
Se espera a ocasião
De viagem prometida
Feita com animação.

Importa buscar o rumo,
Que nos conduza a bom porto,
Vogando sempre com prumo,
Com segurança e conforto.

Juvenal Nunes





quarta-feira, 24 de junho de 2026

 SANTOS FESTEIROS

5ª HOMENAGEM AOS SANTOS POPULARES

UMA QUADRA PARA UM SANTO





Santos Festeiros

Santo António abre a festa
Vivida com emoção,
Não há festa como esta
Para grande reinação.

Nas voltas do bailarico,
Na festa do S. João,
Cheira a cravo e a manjerico,
É grande a animação.

S. Pedro fecha os festejos
Celebrados com honor,
Os namorados aos beijos
Provam todo o seu amor.

Juvenal Nunes





quarta-feira, 10 de junho de 2026

 5ª HOMENAGEM AOS SANTOS POPULARES

UMA QUADRA PARA UM SANTO





        O mês de junho consagra e celebra os Santos Populares.
        A exemplo dos anos anteriores convido todos os amigos leitores e escritores a participarem nesta iniciativa.

        Quem quiser participar deverá:

       -- postar o texto no seu blog, antecedido do distintivo pictográfico apresentado.

       Saudações poéticas.
 
       Juvenal Nunes


        Participantes:

                               Rosélia Bezerra - Mês Junino

                                Chica - Chegando São João

                               Veronica Lee - St. Anthony and the Fish Congregation

                                Edite - Vamos lá Minha Gente

                                Maria Luiza - Se Milagres Desejais

                                Emília Simões - Santo António de Lisboa

                                 Cergie - Saint Antoine de Padoue

                                Maria Rodrigues - Santos Populares

                                São - Alegre Dia de Santo António de Lisboa e de Pádua

                                Juvenal Nunes - Santos Festeiros




                       

sábado, 6 de junho de 2026

 POEMAS POR TEMAS

AFEIÇÃO




Tema: Afeição


A um Amigo

Fiel ao costume antigo,
Trago ao meu jovem amigo
Versos próprios deste dia.
E que de os ver tão singelos,
Tão simples como eu, não ria:
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d´alma os faria.

Que sobre a flor de seus anos
Soprem tarde os desenganos;
Que em torno os bafeje amor,
Amor da esposa querida,
Prolongando a doce vida
Fruto que sucede à flor.

Recebe este voto, amigo,
Que eu, fiel ao uso antigo,
Quis trazer-te neste dia
Em poucos versos singelos.
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d´alma os faria.

Almeida Garrett





        Almeida Garrett nasceu no Porto, em 4 de fevereiro de 1799 e
faleceu em Lisboa, em 9 de dezembro de 1854 .
        Combateu na guerra civil portuguesa de 1828-1834, pelos liberais.
        Foi orador e exerceu cargos políticos. Foi romancista histórico,
dramaturgo e poeta. É uma figura cimeira da Literatura Portuguesa com grande expressividade 
no Romantismo.

sábado, 30 de maio de 2026

 O MODERNISMO

JUDITH TEIXEIRA






Mais Beijos

Devagar...
outro beijo... ou ainda...
O teu olhar, misterioso e lento,
veio desgrenhar
a cálida tempestade
que me desvaira o pensamento!

Mais beijos!...
Deixa que eu, endoidecida,
incendeie a tua boca
e domine a tua vida!

Sim, amor..
deixa que se alongue mais
este momento breve!...
— que o meu desejo subindo
solte a rubra asa
e nos leve!

Judith Teixeira







        Judith Teixeira nasceu em Viseu, em 25 de janeiro de 1880 e faleceu em Lisboa,
em 17 de maio de 1959.
        A temática da obra de Judith Teixeira fez dela uma escritora maldita e proscrita,
na sua época.
        Em 1923 envolveram-na na polémica "Literatura de Sodoma" e o seu livro
 Decadência foi apreendido.
        Nunca é por demais recordá-la considerando a qualidade da sua obra poética.

sábado, 23 de maio de 2026

 POETAS DE PARABÉNS

ABADE DE JAZENTE








Amor é um Arder

Amor é um arder que se não sente;
É ferida que dói, e não tem cura;
É febre, que no peito faz secura;
É mal, que as forças tira de repente.

É fogo, que consome ocultamente;
É dor, que mortifica a Criatura;
É ânsia, a mais cruel e a mais impura;
É frágoa, que devora o fogo ardente.

É um triste penar entre lamentos;
É um não acabar sempre penando;
É um andar metido em mil tormentos.

É suspiros lançar de quando em quando;
É quem me causa eternos sentimentos.
É quem me mata e vida me está dando.

Abade de Jazente






        De seu nome completo Paulino António Cabral de Vasconcelos viu a luz do dia em Anarante aos 20 de novembro de 1719 e faleceu a 20 de novembro de 1789.
        Tornou-se conhecido na qualidade de poeta, embora tenha exercido como abade na igreja paroquial de Santa-Maria-de-Jazente, perto de Amarante.
        Apesar de clérigo viveu os amores clandestinos com Inês da Cunha, imortalizada como Nise, na sua obra.
        Revelou ser um grande sonetista. 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

 União





União

Na caminhada da vida,
Num campo rubro de flores,
Somos dois numa só voz;
Sendo a meta atingida
Conferimos os valores
Indo ao encontro de nós.

Juvenal Nunes





quarta-feira, 6 de maio de 2026

 POEMAS POR TEMAS

CAMPO




Tema: Campo

Desce em Folhedos Tenros a Colina

Desce em folhedos tenros a colina:
Em glaucos, frouxos tons adormecidos,
Que saram, frescos, meus olhos ardidos,
Noa quais a chama do furor declina…
Oh vem, de branco, do imo da folhagem!
Os ramos, leve, tua mão aparte.
Oh vem! Meus olhos querem desposar-te,
Refletir virgem a serena imagem.
De silva doida uma haste esquiva.
Quão delicada te osculou num dedo
Com um aljôfar cor de rosa viva!...
Ligeira a saia… Doce brisa impele-a…
Oh vem! De branco! Do imo do arvoredo!
Alma de silfo, carne de camélia…

Camilo Pessanha







        De seu nome completo Camilo de Almeida Pessanha, nasceu em Coimbra aos 7 de setembro 
de 1867 e veio a falecer em Macau, a 1 de março de 1926.
        Camilo Pessanha representa o expoente máximo do simbolismo em língua portuguesa.
        Alcançou a imortalidade com o livro Clepsidra.
        A 8 de março de 1919 viu o seu talento ser reconhecido com a atribuição do grau de Comendador da Ordem Militar de Sant`Iago da Espada.

terça-feira, 28 de abril de 2026

 O MODERNISMO

FLORBELA ESPANCA






Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!..."

Florbela Espanca







 Alentejana de Vila Viçosa, Florbela de Alma da Conceição Espanca, de seu nome
completo, nasceu a 8 de dezembro de 1894 e despediu-se do mundo dos vivos, em Matosinhos, 
em 8 de dezembro de 1930.
        Florbela Espanca é uma poeta portuguesa consagrada pela superior qualidade dos seus sonetos.
       O seu talento espraiou-se também, na prosa, como contista.

terça-feira, 21 de abril de 2026

 POETAS DE PARABÉNS

SEBASTIÃO DA GAMA






Pelo sonho é que vamos

Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.

Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.

Chegamos? Não chegamos?
– Partimos. Vamos. Somos.
 

Sebastião da Gama









          Sebastião Artur Cardoso da Gama de seu nome completo nasceu em Vila Nogueira de Azeitão, em 10 de abril de 1924 e faleceu em Lisboa, em 7 de fevereiro de 1952.
Deixou marca na arte da poesia. Colaborou nas revistas Mundo Literário e Távola Redonda.
         Preocupou-se com a defesa da serra da Arrábida e da sua ação resultou a criação da Liga para a Proteção da Natureza (LPN).                                                                                                                                 Foi agraciado, a título póstumo, com o grau de Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. Nas mesmas circunstâncias e pelo seu trabalho de docente foi-lhe atribuído o grau de Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública.


sábado, 11 de abril de 2026

 O Cortejo das Tochas Floridas





O Cortejo das Tochas Floridas

Mote

Festa da Tocha Florida

Neste domingo sagrado

Prova o milagre da vida

Em Cristo ressuscitado.

( José Manuel Pereira Gonçalves )


Tochas Floridas

Nas ruas engalanadas

Reina a fé e a alegria,

Há janelas enfeitadas

Com bom gosto e fantasia

Delas pendem colgaduras,

Que as tornam bem mais belas,

São autênticas molduras

Todas aquelas janelas,

É tradição duma vida

Festa da Tocha Florida.


Com fervor e devoção

A Procissão da Aleluia

Cumpre a sua tradição

Na festa, ao longo do dia,

E o chão é um tapete

De pétalas de mil cores,

Cada tocha um ramalhete

Feito das mais belas flores,

Num percurso encaminhado

Neste domingo sagrado


E em cada geração

Subsiste o desejo

De manter a tradição,

De manter vivo o cortejo,

Por isso vão em romagem

Com muita fé, devoção,

Prestando assim homenagem

Ao senhor da criação,

Cada festa conseguida

Prova o milagre da vida.


A vida que desabrocha,

Enfeitando os andores,

Faz parecer cada tocha

Imenso jardim de flores,

Que espalham por todo o ar

Sinais de renovação,

Que se podem aspirar

Pela sua emanação,

Pulsa a vida em todo o lado

Em Cristo ressuscitado


Juvenal Nunes