PODER VOAR
As palavras são a matéria-prima da arte poética.
O voo da imaginação transforma-as em palavras aladas.
domingo, 20 de julho de 2025
sábado, 12 de julho de 2025
POEMAS POR TEMAS
CONTENTAMENTO
Sorriso Audível das Folhas
Sorriso audível das folhas
Não és mais que a brisa ali
Se eu te olho e tu me olhas,
Quem primeiro é que sorri?
O primeiro a sorrir ri.
Ri e olha de repente
Para fins de não olhar
Para onde nas folhas sente
O som do vento a passar
Tudo é vento e disfarçar.
Mas o olhar, de estar olhando
Onde não olha, voltou
E estamos os dois falando
O que se não conversou
Isto acaba ou começou?
Fernando Pessoa
Em 13 de junho de 1888, nasceu em Lisboa o poeta Fernando Pessoa tendo falecido,
A verdadeira dimensão da sua obra só foi conhecida postumamente.
sexta-feira, 4 de julho de 2025
O SIMBOLISMO
ANTÓNIO NOBRE
O Teu Retrato
Deus fez a
noite com o teu olhar,
Deus fez as ondas com os teus cabelos;
com a tua coragem fez castelos
Que pôs, como defesa, à beira-mar.
Com um sorriso teu, fez o luar
(Que é sorriso de noite, ao viandante)
E eu que andava pelo mundo, errante,
Já não ando perdido em alto mar!
Do céu de Portugal fez a tua alma!
E ao ver-te sempre assim, tão pura e calma,
Da minha noite, eu fiz a claridade!
Ó meu anjo de luz e de esperança,
Será em ti afinal que descansa
O triste fim da minha mocidade!
António Nobre
Em vida, publicou apenas um livro intitulado Só.
terça-feira, 1 de julho de 2025
CONSIDERAÇÕES FINAIS
4ª HOMENAGEM AOS SANTOS POPULARES
UMA QUADRA PARA UM SANTO
segunda-feira, 23 de junho de 2025
quinta-feira, 12 de junho de 2025
4ª HOMENAGEM AOS SANTOS POPULARES
UMA QUADRA PARA UM SANTO
Nesse sentido, quero convidar todos os amigos, leitores e autores que visitam o Palavras Aladas para participarem na iniciativa de Uma Quadra para um Santo.
Basta uma quadra para que a colaboração fique concretizada. Tão simples quanto isso.
terça-feira, 3 de junho de 2025
POETAS DE PARABÉNS
JOÃO LUÍS BARRETO GUIMARÃES
Sentar-me e
ver os outros passar é o
meu exercício favorito. Entretém.
Não esgota.
É gratuito. Neste meu jogo-do-não
são os outros que passam
(é aos outros que reservo a tarefa
de passar). Lavo daí os pés.
Escrevo de dentro da vida.
Pode até parecer que assim não
chego a lugar algum mas também quem
é que quer ir
ao sítio dos outros?
João Luís Barreto Guimarães
João Luís Barreto Guimarães é natural do Porto, onde nasceu em 3 de junho de 1967.
Exerce a profissão de médico e, paralelamente, dedica-se à atividade literário como poeta.
Os seus trabalhos nas letras portuguesas valeram-lhe já diversos prémios.
sábado, 24 de maio de 2025
ESPLENDOR DE MAIO
sábado, 17 de maio de 2025
POEMAS POR TEMAS
NATUREZA
Como um vento na floresta
Fernando Pessoa
Em 13 de junho de 1888, nasceu em Lisboa o poeta Fernando Pessoa, tendo vindo a falecer na mesma cidade em 30 de novembro de 1935. Manifestou diversas personalidades literárias expressas nos diferentes heterónimos. É figura central do Modernismo português. Foi também um homem multifacetado tendo sido tradutor, publicitário,astrólogo, filósofo, dramaturgo, ensaísta e crítico literário. A verdadeira dimensão da sua obra só foi conhecida postumamente.
sábado, 10 de maio de 2025
O SIMBOLISMO
Na esteira da evolução da história da poesia ao Parnasianismo seguiu-se o Simbolismo.
Este movimento literário vai perdurar até 1915, aproximadamnete. Apresenta claras manifestações metafísicas e espirituais.
A publicação da obra Oaristos de Eugénio de Castro foi uma evidência clara da nova corrente.
EUGÉNIO DE CASTRO
Clepsidra
Eugénio de
Castro
Eugénio de Castro e Almeida, de seu nome completo, viu a luz do dia em Coimbra, a 4 de março de1869 e faleceu na mesma cidade, em 17 de agosto de 1944.
Foi o expoente máximo do Simbolismo em Portugal. Colaborou em diversas revistas e publicações
literárias periódicas. Numa segunda fase da sua carreira artística evoluiu para uma fase neoclássica.
Recebeu várias homenagens tendo sido agraciado com o grau de Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant´iago da Espada.
sábado, 3 de maio de 2025
POETAS DE PARABÉNS
LUÍS VEIGA LEITÃO
Dois Epigramas
O sábio das coisas simples
olhou em torno e disse:
não há profundidade
sem superfície
É preciso dizer bom dia
quando o dia anoitece
ser exacto todo o dia
envelhece
Luís Veiga
Leitão
Luís Veiga Leitão é o pseudónimo literário de um poeta português nascido em Moimenta da
Foi militante anti-fascista, o que o levou a exilar-se. Como artista plástico dedicou-se ao desenho.
quarta-feira, 23 de abril de 2025
REVOLUÇÃO
O 25 de abril de 1974 restituiu a Liberdade ao povo português, cujo regime passou a governar
quarta-feira, 16 de abril de 2025
POEMAS POR TEMAS
LIBERDADE
Liberdade
Natália
Correia
Baixo, ilha de S. Miguel, nos Açores e faleceu em Lisboa a 16 de março de 1993.
Foi uma inflamada poeta tendo deixado uma obra numerosa e valiosa que lhe valeu a
atribuiçãode vários galardões pelo reconhecimento do seu trabalho poético.
Chegou a ser deputada no Parlamento Português. Foi, também, uma dinamizadora ativa de
várias tertúlias literárias.
quarta-feira, 9 de abril de 2025
O PARNASIANISMO
TEÓFILO BRAGA
A DOBADOIRA
Estava à porta assentada,
dobando a sua meada
A velhinha:
Lenço branco na cabeça
A madeixa lhe sustinha,
E envolve-a a como toalha;
Com que pressa
Sentada à porta trabalha.
O sol doira
Seu cabelo,
Que tem a cor da geada;
Para passar o novelo,
A velhinha
De vez em quando sustinha
A gemente dobadoira;
Em que anda branca meada.
Na dobadoira que gira,
Como a mente que delira,
Nem já toda a atenção pondo;
Nem no novelo redondo
Aumentando
Ao passo que o fio tira,
Todo o seu cuidado emprega!
Pobre e cega,
Ansiada, de quando em quando
Com que tristeza suspira!
Por vezes o movimento
Claro exprime
Tumultuar do pensamento,
Que no imo da alma a oprime
E quase oura!
Muita angústia e paciência
Reflete-a a intermitência
Do andamento
Ao voltear da dobadoira.
Fica-lhe na mão suspensa
O novelo,
Concentrada não o enleia;
Na órfã netinha pensa!...
Vem-lhe à ideia
Por sua morte:
"Só, no mundo! Entregue à sorte!
Pobre neta...
Pesadelo,
Que tanto a velhinha inquieta.
Não ouvindo a dobadoira,
Que gemia intermitente,
Caindo da mão dormente
O novelo...
Com desvelo,
A neta, cabeça loira,
Vem à porta
Ver o que foi; com susto olha:
Uma lágrima inda molha
A face à velhinha morta.
Teófilo Braga
Teófilo Braga nasceu em Ponta Delgada no dia 24 de fevereiro de 1843 e faleceu em Lisboa
a 28 de janeiro de 1924.
Além de poeta, atingiu a notoriedade como político tendo sido o 2º Presidente da República Portuguesa.
Não sendo uma figura de proa do Parnasianismo o seu trabalho também se encontra associado
a este movimento poético-literário.
quarta-feira, 2 de abril de 2025
POETAS DE PARABÉNS
MANUEL BANDEIRA
Desencanto
– Eu faço versos como quem morre.
Manuel Bandeira
Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho, de seu nome completo, nasceu em Recife aos
Consagrou-se como escritor na área da poesia.
Fez parte da geração do modernismo do Brasil.
A sua reputação permitiu-lhe ser eleito para a Academia Brasileira de Letras.
domingo, 23 de março de 2025
Semana Comemorativa do Dia Mundial da Poesia
domingo, 16 de março de 2025
POEMAS POR TEMAS
JOÃO XAVIER DE MATOS
Que assim Sai a Manhã
Que assim sai a manhã, serena e bela!Como vem no horizonte o sol raiando!
Já se vão os outeiros divisando,
já no céu se não vê nenhuma estrela.
Como se ouve na rústica janela
do pátrio ninho o rouxinol cantando!
Já lá vai para o monte o gado andando,
já começa o barqueiro a içar a vela.
A pastora acolá, por ver o amante,
com o cântaro vai à fonte fria;
cá vem saindo alegre o caminhante;
Só eu não vejo o rosto da alegria:
que enquanto de outro sol morar distante,
não há-de para mim nascer o dia.
Com o pseudónimo de Albano Eritreu fez parte da Arcádia Portuense.
Ao estilo de Camões evidenciou-se na poesia bucólica e foi sonetista.
sexta-feira, 7 de março de 2025
CESÁRIO VERDE
Eu e Ela
Cobertos de folhagem, na verdura,
O teu braço ao redor do meu pescoço,
O teu fato sem ter um só destroço,
O meu braço apertando-te a cintura;
Num mimoso jardim, ó pomba mansa,
Sobre um banco de mármore assentados.
Na sombra dos arbustos, que abraçados,
Beijarão meigamente a tua trança.
Nós havemos de estar ambos unidos,
Sem gozos sensuais, sem más idéias,
Esquecendo para sempre as nossas ceias,
E a loucura dos vinhos atrevidos.
Nós teremos então sobre os joelhos
Um livro que nos diga muitas cousas
Dos mistérios que estão para além das lousas,
Onde havemos de entrar antes de velhos.
Outras vezes buscando distração,
Leremos bons romances galhofeiros,
Gozaremos assim dias inteiro,
Formando unicamente um coração.
Beatos ou pagãos, vida à paxá,
Nós leremos, aceita este meu voto,
O Flos-Sanctorum místico e devoto
E o laxo Cavaleiro de Faublas...
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025
POETAS DE PARABÉNS
JOAQUIM PESSOA
Houve uma Ilha em Ti
Houve uma ilha em ti que eu conquistei.
Uma ilha num mar de solidão.
Tinha um nome a ilha onde morei.
Chamava-se essa ilha Coração.
Que saudades do tempo que passei.
Nenhum desses momentos foi em vão.
Do teu corpo, de ti, já nada sei.
Também não sei da ilha, não sei, não.
Só sei de mim, coberto de raízes.
Enterrei os momentos mais felizes.
Vivo agora na sombra a recordar.
A ilha que eu amei já não existe.
Agora amo o céu quando estou triste
por não saber do coração do mar.
Joaquim Pessoa
Joaquim Pessoa nasceu no Barreiro em 22 de fevereiro de 1948 e faleceu na mesma cidade em 17 de abril de 2023. Além de artista plástico, publicitário e estudioso de arte pré-histórica portuguesa é aqui recordado como poeta. Nesta área foram-lhe atribuídos vários prémios, estando traduzido em várias línguas.
Escreveu inúmeras letras para artistas portugueses sendo a sua principal obra O Livro da Noite.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025
HOMENAGEM A MARIA TERESA HORTA
Em 4 de fevereiro de 2025 faleceu em Lisboa a poetisa, jornalista e ativista portuguesa Maria Teresa Horta. A sua ausência física substitui-se à sua obra, que perdurará.
Segredo
Não contes do meu
vestido
que tiro pela cabeça
nem que corro os
cortinados
para uma sombra mais espessa
Deixa que feche o
anel
em redor do teu pescoço
com as minhas longas
pernas
e a sombra do meu poço
Não contes do meu
novelo
nem da roca de fiar
nem o que faço
com eles
a fim de te ouvir gritar
Maria Teresa Horta
Mulher controversa, porque se revelou inconformada ativista, o seu trabalho literário mereceu, em vida, vários prémos e condecorações dos quais se destacam, entre muitos outros:
2011 - o Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus;
2022 - condecorada a 21 de abril com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade.
sábado, 15 de fevereiro de 2025
RESCALDO
DA 4ª CELEBRAÇÃO DE S. VALENTIM
A SETA DE CUPIDO
Hoje é o dia em que encerra o desafio proposto da Celebração de S. Valentim.
Aos participantes, em primeiro lugar, quero agradecer todo o seu empenho e disponibilidade na escrita dos prestimosos trabalhos, que dão corpo à iniciativa.
Seguidamente, agradeço também àqueles leitores que, com o seu comentário, ajudam a dinamizar o espírito do desafio.
Um grande bem haja para todos.
Muito obrigado.
Juvenal Nunes


























