POEMAS POR TEMAS
VERÃO
Eu e Ela
Cesário Verde
As palavras são a matéria-prima da arte poética.
O voo da imaginação transforma-as em palavras aladas.
POEMAS POR TEMAS
VERÃO
Eu e Ela
Cesário Verde
ADIVINHA QUEM VEIO PARA NIDIFICAR
Sulcam todo o firmamento
A voar com emoção,
Ouve-se a todo o momento
O seu canto no verão.
Escrito e realizado por Juvenal Nunes
Em jeito de balanço na
2ª HOMENAGEM AOS SANTOS POPULARES
Juvenal Nunes
2ª HOMENAGEM AOS SANTOS POPULARES
A NOVA ARCÁDIA
FRANCISCO MANUEL DO NASCIMENTO
Francisco Manuel do Nascimento
POETAS DE PARABÉNS
JÚLIO DANTAS
A
LUPA
Quatro meses depois dessa
hora dolorida
voltei, já resignado e quase
sem rancor,
ao ninho onde viveu aquele
imenso amor
que foi o grande amor de toda
a minha vida.
Compreendi, então - quanta
imagem querida!-
que pode haver encanto e
doçura na dor:
um perfume - era o teu -
palpitava em redor;
dormia num sofá uma luva
esquecida.
Uma luva e um perfume: é o
que resta de ti,
dos beijos que te dei, do
inferno que sofri,
do teu mentido amor de juras
desleais.
Que fui eu, afinal, na tua
vida intensa?
O perfume que voa e em que
ninguém mais pensa,
a luva que se deixa e não se
calça mais…
Júlio Dantas
VOZ DA NATUREZA
POEMAS POR TEMAS
AFEIÇÃO
Amiga
A NOVA ARCÁDIA
NICOLAU TOLENTINO
Chaves na mão, melena desgrenhada,
Batendo o pé na casa, a mãe ordena
Que o furtado colchão, fofo e de pena,
A filha o ponha ali ou a criada.
A filha, moça esbelta e aperaltada,
Lhe diz coa doce voz que o ar serena:
- «Sumiu-se-lhe um colchão? É forte pena;
Olhe não fique a casa arruinada...»
- «Tu respondes assim? Tu zombas disto?
Tu cuidas que, por ter pai embarcado,
Já a mãe não tem mãos?» E, dizendo isto,
Arremete-lhe à cara e ao penteado.
Eis senão quando (caso nunca visto!)
Sai-lhe o colchão de dentro do toucado!...
Nicolau Tolentino
POETAS DE PARABÉNS
FERNANDO NAMORA
Nem me
disseram ainda
para o que vim.
Se logro ou verdade
Se filho amado ou rejeitado.
mas sei
que quando cheguei
os meus olhos viram tudo
e tontos de gula ou espanto
renegaram tudo
e no meu sangue veias se abriram
noutro sangue....
A ele obedeço,
sempre,
a esse incitamento mudo.
Também sei
que hei-de perecer, exangue,
de excesso de desejar;
mas sinto
sempre,
que não posso recuar.
Fernando Namora
POEMAS POR TEMAS
LIBERDADE
VIVER ABRIL
A NOVA ARCÁDIA
JOSÉ AGOSTINHO DE MACEDO
POETAS DE PARABÉNS
CAMILO CASTELO BRANCO
VIVER A ESPERANÇA
POEMAS POR TEMAS
ESPERANÇA
A NOVA ARCÁDIA
CURVO SEMEDO
Lília enquanto não foge a
fresca tarde
Desce às
margens frondosas deste pego,
Vem ver quem
de saudades louco, e cego
Pela doçura
de teus olhos arde.
Atende aos rogos dum Amor
cobarde,
Que te chama
do rio em que navego:
Vem, ou pôr
termo ao pranto a que me entrego,
Ou do teu
desamor fazer alarde.
Assim clamava Alzeu, que a Lília adora,
Eis como entanto, duma algosa gruta
Ouve dizer com voz clara, e sonora:
Não chames, Pescador, quem
não te escuta:
Lília nos
braços de Belmiro agora,
Quanto há
doce em Amor, tanto disfruta.
Curvo Semedo