POEMAS POR TEMAS
AS ÁRVORES
As árvores e os livros
Jorge Sousa Braga
As palavras são a matéria-prima da arte poética.
O voo da imaginação transforma-as em palavras aladas.
POEMAS POR TEMAS
AS ÁRVORES
As árvores e os livros
Jorge Sousa Braga
CHEGOU O OUTONO
O REALISMO-NATURALISMO
GUERRA JUNQUEIRO
VISIONAR
POETAS DE PARABÉNS
PEDRO HOMEM DE MELO
POEMAS POR TEMAS
SAUDADE
Minha Terra
FEIRA DO LIVRO DO PORTO 2024
HOMENAGEM A EUGÉNIO DE ANDRADE
As Palavras
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparados, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade
O REALISMO-NATURALISMO
A dinâmica evolutiva da poesia fez que ao Ultrarromantismo sucedesse o Realismo-Naturalismo.De Tarde
Naquele «pic-nic» de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.
Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.
Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão de ló molhado em malvasia.
Mas, todo púrpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas.
Cesário
Verde
POETAS DE PARABÉNS
A. M. PIRES CABRAL
POEMAS POR TEMAS
VERÃO
NOITE E DIA
O ULTRARROMANTISMO
ÁLVARES DE AZEVEDO
Amor
Amemos! quero
de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu'alma, em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez!
Quero em teus lábios beber
Os teus amores do céu!
Quero em teu seio morrer
No enlevo do seio teu!
Quero viver d'esperança!
Quero tremer e sentir!
Na tua cheirosa trança
Quero sonhar e dormir!
Vem, anjo, minha donzela,
Minh'alma, meu coração...
Que noite! que noite bela!
Como é doce a viração!
E entre os suspiros do vento,
Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento,
Morrer contigo de amor!
Álvares de Azevedo
POETAS DE PARABÉNS
TOMÁS DE FIGUEIREDO
Sonetos
da Casa Amarela
Fumar, fumar! A tanto me
resumo
A fumar e a fumar o tempo arrasto.
Que longe o mundo está, o mundo vasto!
Fumar, fumar! O meu bordão é fumo.
Ir para o Norte ou Sul?
Perdi o rumo.
De tanto já sofrer me sinto gasto.
Dum fogo inapagável sou o pasto,
Sem que me mate, nele me consumo.
A tudo quanto sou eu digo
adeus.
Adeus à Fé, à Esperança! Ao próprio Deus?
Se houvesse um Deus consentiria nisto?!
Ou será
que o seu querer impenetrado,
para cumprir-se o nunca revelado,
me entregou maior cruz do que a de Cristo?
Tomáz de Figueiredo
PRÉMIO CAMÕES 2024
Adélia Prado
Casamento
Adélia Prado
CONSIDERAÇÕES REFLEXIVAS
3ª Homenagem aos Santos Populares
Uma Quadra para um Santo
Juvenal Nunes
PS: Os que quiserem poderão ostentar, em seus blogues, o signo distintivo da sua participação.
3ª HOMENAGEM AOS SANTOS POPULARES
O mês de junho é o mês dos santos populares.
Por tal motivo, quero convidar todos os amigos, leitores e autores, que visitam o
Palavras Aladas, para participarem nesta iniciativa.
Basta uma quadra para que a colaboração fique concretizada. Tão simples quanto isso.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
(Mário Quintana)
POEMAS POR TEMAS
NATUREZA
A fermosura
desta fresca serra