segunda-feira, 27 de julho de 2026

 ASPIRAÇÃO    





Aspiração

Viver sem liberdade é um degredo,
Perdido num recônndito sem voz,
Vaguear sem desvelar o segredo
Na teia emaranhada de mil nós.

Levando em conta todo o enredo
Como em estratégia de dominós,
Para levar ao desfazer do medo
Na destrinça do fio do retrós.

Libertar-nos da carga desse fardo,
Deixando só a cela no seu vazio,
É canção triunfal daquele bardo,

Que por todos os revezes sofridos
Alcançasse de novo, sem desvio,
A força dos seus atos com sentidos.

Juvenal Nunes





segunda-feira, 20 de julho de 2026

 O SURREALISMO

O Surrealismo português surge nos anos 40 e é a continuidade lógica e radical do Modernismo.

ALEXANDRE O´NEILL






Gaivota

Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse.
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa.
esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
no meu peito bateria.
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro.
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de nova brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria.
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu.
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro.
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.

Alexandre O'Neill





        Alexandre O´Neill nasceu em Lisboa em 19 de dezembro de 1924 e faleceu na mesma          cidade em 21 de agosto de 1986.
        Integrou o movimento surrealista português e assumiu posições contra o governo de então       tendo sido preso pela PIDE.
        Postumamente, a sua obra foi reconhecida com a atribuição do título de Grande-Oficial da    Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant´Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico.


sábado, 11 de julho de 2026

 POETAS DE PARABÉNS

JOÃO LÚCIO





Um amor de dois perfumes


Cantando junto dum lago,
Macio como o seu olhar,
Que se não evaporava
Só para ouvi-la cantar,
A branca visão serena,
Tão leve como a neblina,
Tinha a voz húmida e pura
Como a da luz matutina.
Se ao lírio Deus desse o canto
E desse voz à estrela,
Nunca, a estrela ou o lírio,

Cantariam como ela.
Encantada, que encantava
Fora das humanas normas,
Era uma luz cinzelada,
Ou um aroma com formas.
A seus pés, o manso lago
Desfalecia em desejos,
Com a água arrepiada
De carícias e de beijos.
Um trovador, que os seus olhos
Conseguiram enlear,
Um trovador que ela amava,
Certo dia a quis beijar;
Da visão se evaporaram
As formas tão olorosas,
Deixando toldado o Ar

Com um perfume de rosas.
— Não me beijes que te encantas —
Longínqua voz murmurou
Alá não quer que me beijem;
Inda ninguém me beijou… —
Junto ao lago adormecida,
Achou-a o trovador,
Numa noite em que as estrelas
Andavam tontas de amor.
O lago enrolava as ondas,
Para ver se a alcançava,
E, ao cimo dessas ondas,
Beijos de prata mandava.
O trovador, de joelhos,
Tremendo de comoção,
No peito ouvia ruflar

As asas do coração.
Ia, afinal, dar-lhe um beijo,
Tê-la, afinal, entre os braços;
Com ciúme e raiva, os astros
Rugiam pelos espaços.
Poisou o beijo infinito
Na boca fresca e mimosa,
Como uma asa de luz
Que poisa sobre uma rosa.
Realizou-se o que, Alá,
Já havia anunciado:
Beijou-a, evaporou-se,
Ficou também encantado…
Dois perfumes que voaram
Nessa noite alva e serena…
Por não tornar mais a vê-la,

Finou-se o lago de pena.
Erram, talvez, pelo Céu,
Entre os astros e as procelas,
Espalhando com os beijos
Novos enxames de estrelas;
Ou quem sabe, se na terra,
Prendeu Alá, esse amor,
E se vivem hoje os dois
No cálix dalguma flor!

João Lúcio







        João Lúcio Pousão Pereira, de seu nome completo, nasceu em Olhão a 4 de julho de 1880 e
faleceu na mesma localidade em 26 de outubro de 1918. Foi um excelente advogado e 
um muito bom poeta.
        Dizem que quem quiser conhecer o Algarve basta ler o seu livro O Meu Algarve, obra de referência do poeta.
       O seu legado coloca-o à altura dos grandes nomes da Renascença Portuguesa.

sábado, 4 de julho de 2026

 POEMAS POR TEMAS

CORPO


Tema: Corpo


Olhar e Sentir

Olhar e sentir
por dentro do corpo a massa de que é feito o avesso dele.
Ossos músculos nervos veias
tudo o que está no corpo e mundo é
a pintura contém e depõe na tela e
se acaso aí o pintor deixou reservas
nesse sem nada o avesso do mundo se
recolhe e mostra a face.

Júlio Pomar





        Julio Pomar nasceu em Lisboa em 10 de janeiro de 1926 e faleceu na mesma cidade em 
22 de maio de 2018.
        Tem uma obra multifacetada na pintura, desenho, cerâmica e gravura. Também se evidenciou 
como poeta.
        Foi galardoado nas diferentes áreas em que trabalhou.

terça-feira, 30 de junho de 2026

 BALANÇO FINAL

5ª HOMENAGEM AOS SANTOS POPULARES

UMA QUADRA PARA UM SANTO





Termina hoje o prazo para a participação na iniciativa proposta.
Quero deixar a todos os amigos escritores o meu agradecimento pela boa vontade na colaboração prestada, cujos trabalhos a abrilhantaram e contribuíram para o seu sucesso.
Muito obrigado a todos.
O selo de participação poderá ser guardado no blog de cada um como recordação da sua participação.

Saudações poéticas 
Juvenal Nunes





sexta-feira, 26 de junho de 2026

                                                                                                                                                                       


Participação na iniciativa do Blog de Nuria


Navegar é preciso

À espera da maré
 Para poder navegar,
Desde a proa até à ré
Tanto mar para sulcar.

Também no mar desta vida
Se espera a ocasião
De viagem prometida
Feita com animação.

Importa buscar o rumo,
Que nos conduza a bom porto,
Vogando sempre com prumo,
Com segurança e conforto.

Juvenal Nunes





quarta-feira, 24 de junho de 2026

 SANTOS FESTEIROS

5ª HOMENAGEM AOS SANTOS POPULARES

UMA QUADRA PARA UM SANTO





Santos Festeiros

Santo António abre a festa
Vivida com emoção,
Não há festa como esta
Para grande reinação.

Nas voltas do bailarico,
Na festa do S. João,
Cheira a cravo e a manjerico,
É grande a animação.

S. Pedro fecha os festejos
Celebrados com honor,
Os namorados aos beijos
Provam todo o seu amor.

Juvenal Nunes





quarta-feira, 10 de junho de 2026

 5ª HOMENAGEM AOS SANTOS POPULARES

UMA QUADRA PARA UM SANTO





        O mês de junho consagra e celebra os Santos Populares.
        A exemplo dos anos anteriores convido todos os amigos leitores e escritores a participarem nesta iniciativa.

        Quem quiser participar deverá:

       -- postar o texto no seu blog, antecedido do distintivo pictográfico apresentado.

       Saudações poéticas.
 
       Juvenal Nunes


        Participantes:

                               Rosélia Bezerra - Mês Junino

                                Chica - Chegando São João

                               Veronica Lee - St. Anthony and the Fish Congregation

                                Edite - Vamos lá Minha Gente

                                Maria Luiza - Se Milagres Desejais

                                Emília Simões - Santo António de Lisboa

                                 Cergie - Saint Antoine de Padoue

                                Maria Rodrigues - Santos Populares

                                São - Alegre Dia de Santo António de Lisboa e de Pádua

                                Juvenal Nunes - Santos Festeiros




                       

sábado, 6 de junho de 2026

 POEMAS POR TEMAS

AFEIÇÃO




Tema: Afeição


A um Amigo

Fiel ao costume antigo,
Trago ao meu jovem amigo
Versos próprios deste dia.
E que de os ver tão singelos,
Tão simples como eu, não ria:
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d´alma os faria.

Que sobre a flor de seus anos
Soprem tarde os desenganos;
Que em torno os bafeje amor,
Amor da esposa querida,
Prolongando a doce vida
Fruto que sucede à flor.

Recebe este voto, amigo,
Que eu, fiel ao uso antigo,
Quis trazer-te neste dia
Em poucos versos singelos.
Qualquer os fará mais belos,
Ninguém tão d´alma os faria.

Almeida Garrett





        Almeida Garrett nasceu no Porto, em 4 de fevereiro de 1799 e
faleceu em Lisboa, em 9 de dezembro de 1854 .
        Combateu na guerra civil portuguesa de 1828-1834, pelos liberais.
        Foi orador e exerceu cargos políticos. Foi romancista histórico,
dramaturgo e poeta. É uma figura cimeira da Literatura Portuguesa com grande expressividade 
no Romantismo.

sábado, 30 de maio de 2026

 O MODERNISMO

JUDITH TEIXEIRA






Mais Beijos

Devagar...
outro beijo... ou ainda...
O teu olhar, misterioso e lento,
veio desgrenhar
a cálida tempestade
que me desvaira o pensamento!

Mais beijos!...
Deixa que eu, endoidecida,
incendeie a tua boca
e domine a tua vida!

Sim, amor..
deixa que se alongue mais
este momento breve!...
— que o meu desejo subindo
solte a rubra asa
e nos leve!

Judith Teixeira







        Judith Teixeira nasceu em Viseu, em 25 de janeiro de 1880 e faleceu em Lisboa,
em 17 de maio de 1959.
        A temática da obra de Judith Teixeira fez dela uma escritora maldita e proscrita,
na sua época.
        Em 1923 envolveram-na na polémica "Literatura de Sodoma" e o seu livro
 Decadência foi apreendido.
        Nunca é por demais recordá-la considerando a qualidade da sua obra poética.

sábado, 23 de maio de 2026

 POETAS DE PARABÉNS

ABADE DE JAZENTE








Amor é um Arder

Amor é um arder que se não sente;
É ferida que dói, e não tem cura;
É febre, que no peito faz secura;
É mal, que as forças tira de repente.

É fogo, que consome ocultamente;
É dor, que mortifica a Criatura;
É ânsia, a mais cruel e a mais impura;
É frágoa, que devora o fogo ardente.

É um triste penar entre lamentos;
É um não acabar sempre penando;
É um andar metido em mil tormentos.

É suspiros lançar de quando em quando;
É quem me causa eternos sentimentos.
É quem me mata e vida me está dando.

Abade de Jazente






        De seu nome completo Paulino António Cabral de Vasconcelos viu a luz do dia em Anarante aos 20 de novembro de 1719 e faleceu a 20 de novembro de 1789.
        Tornou-se conhecido na qualidade de poeta, embora tenha exercido como abade na igreja paroquial de Santa-Maria-de-Jazente, perto de Amarante.
        Apesar de clérigo viveu os amores clandestinos com Inês da Cunha, imortalizada como Nise, na sua obra.
        Revelou ser um grande sonetista. 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

 União





União

Na caminhada da vida,
Num campo rubro de flores,
Somos dois numa só voz;
Sendo a meta atingida
Conferimos os valores
Indo ao encontro de nós.

Juvenal Nunes





quarta-feira, 6 de maio de 2026

 POEMAS POR TEMAS

CAMPO




Tema: Campo

Desce em Folhedos Tenros a Colina

Desce em folhedos tenros a colina:
Em glaucos, frouxos tons adormecidos,
Que saram, frescos, meus olhos ardidos,
Noa quais a chama do furor declina…
Oh vem, de branco, do imo da folhagem!
Os ramos, leve, tua mão aparte.
Oh vem! Meus olhos querem desposar-te,
Refletir virgem a serena imagem.
De silva doida uma haste esquiva.
Quão delicada te osculou num dedo
Com um aljôfar cor de rosa viva!...
Ligeira a saia… Doce brisa impele-a…
Oh vem! De branco! Do imo do arvoredo!
Alma de silfo, carne de camélia…

Camilo Pessanha







        De seu nome completo Camilo de Almeida Pessanha, nasceu em Coimbra aos 7 de setembro 
de 1867 e veio a falecer em Macau, a 1 de março de 1926.
        Camilo Pessanha representa o expoente máximo do simbolismo em língua portuguesa.
        Alcançou a imortalidade com o livro Clepsidra.
        A 8 de março de 1919 viu o seu talento ser reconhecido com a atribuição do grau de Comendador da Ordem Militar de Sant`Iago da Espada.

terça-feira, 28 de abril de 2026

 O MODERNISMO

FLORBELA ESPANCA






Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!..."

Florbela Espanca







 Alentejana de Vila Viçosa, Florbela de Alma da Conceição Espanca, de seu nome
completo, nasceu a 8 de dezembro de 1894 e despediu-se do mundo dos vivos, em Matosinhos, 
em 8 de dezembro de 1930.
        Florbela Espanca é uma poeta portuguesa consagrada pela superior qualidade dos seus sonetos.
       O seu talento espraiou-se também, na prosa, como contista.

terça-feira, 21 de abril de 2026

 POETAS DE PARABÉNS

SEBASTIÃO DA GAMA






Pelo sonho é que vamos

Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.

Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.

Chegamos? Não chegamos?
– Partimos. Vamos. Somos.
 

Sebastião da Gama









          Sebastião Artur Cardoso da Gama de seu nome completo nasceu em Vila Nogueira de Azeitão, em 10 de abril de 1924 e faleceu em Lisboa, em 7 de fevereiro de 1952.
Deixou marca na arte da poesia. Colaborou nas revistas Mundo Literário e Távola Redonda.
         Preocupou-se com a defesa da serra da Arrábida e da sua ação resultou a criação da Liga para a Proteção da Natureza (LPN).                                                                                                                                 Foi agraciado, a título póstumo, com o grau de Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. Nas mesmas circunstâncias e pelo seu trabalho de docente foi-lhe atribuído o grau de Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública.


sábado, 11 de abril de 2026

 O Cortejo das Tochas Floridas





O Cortejo das Tochas Floridas

Mote

Festa da Tocha Florida

Neste domingo sagrado

Prova o milagre da vida

Em Cristo ressuscitado.

( José Manuel Pereira Gonçalves )


Tochas Floridas

Nas ruas engalanadas

Reina a fé e a alegria,

Há janelas enfeitadas

Com bom gosto e fantasia

Delas pendem colgaduras,

Que as tornam bem mais belas,

São autênticas molduras

Todas aquelas janelas,

É tradição duma vida

Festa da Tocha Florida.


Com fervor e devoção

A Procissão da Aleluia

Cumpre a sua tradição

Na festa, ao longo do dia,

E o chão é um tapete

De pétalas de mil cores,

Cada tocha um ramalhete

Feito das mais belas flores,

Num percurso encaminhado

Neste domingo sagrado


E em cada geração

Subsiste o desejo

De manter a tradição,

De manter vivo o cortejo,

Por isso vão em romagem

Com muita fé, devoção,

Prestando assim homenagem

Ao senhor da criação,

Cada festa conseguida

Prova o milagre da vida.


A vida que desabrocha,

Enfeitando os andores,

Faz parecer cada tocha

Imenso jardim de flores,

Que espalham por todo o ar

Sinais de renovação,

Que se podem aspirar

Pela sua emanação,

Pulsa a vida em todo o lado

Em Cristo ressuscitado


Juvenal Nunes






terça-feira, 7 de abril de 2026

 De regresso ao Palavras Aladas e ao convívio de todos os amigos visitantes, leitores e comentadores, aproveito para partilhar algumas imagens do tempo em que estive ausente.



Monumento às Tochas Floridas em S. Brás de Alportel, enfeitado com flores naturais.



Monumento que perpetua os romeiros do cortejo das Tochas Floridas.



Monumento que homenageia o poeta Bernardo Passos, natural de S. Brás de Alportel.



Representação, com pétalas de flores, de uma igreja de S. Brás de Alportel.


Motivos florais religiosos para a Procissão de Aleluia.



Uma mensagem, mais do que nunca justificada, nos tempos que correm.



Um abraço para todos

Juvenal Nunes

sexta-feira, 3 de abril de 2026

 Informação

Informo todos os amigos visitantes, leitores e comentadores que o Palavras Aladas vai estar em pausa por alguns dias.

Voltarei a dar notícias assim que estiver de volta.

Muito obrigado pela atenção.

Juvenal Nunes



segunda-feira, 30 de março de 2026

 POESIA TRADUZIDA

MIGUEL UNAMUNO






PORTUGAL

Do atlântico mar na praia areosa
uma matrona descalça e desgrenhada
senta-se ao pé de uma serra coroada
por triste pinheiral. Nos joelhos pousa

os cotovelos e nas mãos a ansiosa
face, e olhos de leoa desconfiada
crava no poente; o mar dá a toada
trágica, de altos feitos sonorosa.

Fala de vastas terras e de azares
enquanto ela, seus pés nessas espumas
banhando, sonha no fatal império

que se sumiu nos tenebrosos mares,
e olha como entre agoureiras brumas
se ergue D. Sebastião, rei do mistério.

Miguel Unamuno





Miguel Unamuno nasceu em Bilbau em 29 de setembro de 1864 e faleceu em 31 de dezembro de 1936, em Salamanca. 
Talento multifcetado foi também poeta de nomeada. É o principal representante espanhol do existencialismo cristão.
Foi amigo pessoal de Teixeira de Pascoaes com quem trocava correspondência, estando também unidos pelo projeto comum de iberismo espiritual.