
As palavras são a matéria-prima da arte poética.
O voo da imaginação transforma-as em palavras aladas.
sábado, 30 de novembro de 2019

sexta-feira, 29 de novembro de 2019
na cevada pura, de ti viriam cheias minhas mãos sem nada.
Se uma vida dormisses em minha espuma,
que frescura indecisa ficaria no meu sorriso?
- No entanto, és tu que te moverás na matéria
da minha boca, e serás uma árvore
dormindo e acordando onde existe o meu sangue.
quinta-feira, 28 de novembro de 2019
terça-feira, 30 de julho de 2019
POETAS MEDIEVAIS

RUI PAIS DE RIBELA
A donzela de Biscaia
ainda mi a preito saia
de noit`ou luar!
Pois m`agora assi desdenha,
ainda mi a preito venha
de noit`ou luar!
Pois dela sõo maltreito,
ainda mi venha a preito
de noit`ou luar!
Foi um trovador galego ativo na segunda metade do séc XIII.
Frequentou a corte castelhana no reinado de Afonso X.
domingo, 14 de julho de 2019
pelo homem. Os mais primitivos foram construídos em osso.
Posteriormente foram feitos a partir de diferentes variedades de madeira.
É um instrumento aerofone, quer dizer que emite som a partir da vibração
provocada pela passagem do ar.
domingo, 7 de julho de 2019
POETAS DE PARABÉNS
AUGUSTO GIL
GRÃO DE INCENSO
Encontraste com ar cansado
Numa igreja fria e triste.
Ajoelhei-me ao teu lado
– E nem ao menos me viste...
Ficaste a rezar ali,
Naquela imensa tristeza.
Rezei também, mas a ti.
– Que aos anjos também se reza...
Ficaste a rezar até
Manhã dentro, manhã alta.
Como é que tens tanta fé
E a caridade te falta?...
segunda-feira, 24 de junho de 2019
segunda-feira, 17 de junho de 2019
POETAS MEDIEVAIS
JOÃO GARCIA DE GUILHADE
A bõa dona por que eu trobava,
e que nom dava nulha rem por mi,
pero s´ela de mi rem nom pagava,
sofrendo coita sempre a servi,
e ora já por ela ´insandeci,
e dá por mi bem quanto x´ante dava.
E pero x´ela com bom prez estava
e com |tam| bom parecer, qual lh´eu vi,
e lhi sempre com meu trobar pesava,
trobei eu tant´e a servi
que já por ela lum´e sem perdi;
e anda -x´ela por qual x´ant´andava:
por de bom prez; e muito se preçava,
e dereit´é de sempr´andar assi;
ca, se lh´alguém na mia coita falava,
sol nom oía, nem tornava i;
pero, por coita grande que sofri,
oimais hei dela quant´haver cuidava:
sandec´e morte, que busquei sempr´i,
e seu amor me deu quant´eu buscava!
Foram-lhe reconhecidos méritos na mestria poética, sendo que algumas
das suas produções denotam uma acento brejeiro.
terça-feira, 11 de junho de 2019
sexta-feira, 17 de maio de 2019
POETAS DE PARABÉNS
AUGUSTO CASIMIRO
Do Primeiro Regresso
De tão longe, e avistar de novo o Tejo,
O meu Restelo que em saudades vejo
Como outra nova Índia a conquistar;
Quando a minha alma inquieta sossegar
Este voo indomável, num adejo,
E o amor e o céu e Deus, vivos num beijo,
Iluminarem todo o nosso lar;
Quando, meu Santo Amor, voltar o dia
Do primeiro regresso, e a aleluia
Madrugar tua alma anoitecida...
Hás-de embalar-me sobre o teu regaço
Arrolar, encantar o meu cansaço...
E então será o meu regresso à Vida!
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
terça-feira, 1 de janeiro de 2019
sábado, 29 de dezembro de 2018
As sessões dos saraus medievais eram também espetáculos musicais. Os músicos que acompanhavam os poetas podiam tocar os seguintes instrumentos: alaúde, viola, que foi precursora do violino, cítola, flauta, gaita, harpa, viela, saltério, sanfona, cromorno, flauta travessa, charamela, pandeireta, etc.
Aos jograis associavam-se as jogralesas. Estas bailarinas eram também chamadas soldadeiras, pelo pagamento que recebiam pelo seu trabalho. Cantavam e tocavam castanholas e pandeiro e tinham fama de mulheres de má-vida.
terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
Carnaval
terça-feira, 27 de junho de 2017
Escreveu cantigas de amor de grande qualidade, das mais requintadas do género, verdadeiros exemplos de cantigas de mestria à maneira provençal.
Soneto de amor da hora triste
Do que tu - não deixes fechar-me os olhos
Meu Amor. Continua a espelhar-te nos meus olhos
E ver-te-ás de corpo inteiro
E, ao veres que tenho toda a tua imagem
Dentro de mim, se, então, tiveres coragem,
Fecha-me os olhos com um beijo.Eu, Marco Pólo,
E o rastro da minha barca
Segui-lo-ás em pensamento. Abarca
E, se me vires chegar ao cais dos céus,
Ver-me-ás, debruçado sobre as ondas, para dizer-te adeus.
domingo, 29 de maio de 2016
porque o teu vulto sensual me esqueça
e o teu olhar, a tua boca, e essa
graça de graça que tu pões no passo.
nas mãos em concha amparo-te a cabeça,
e sem que a minha boca desfaleça
beijo-te a boca e cinge-te o meu braço.
vens aos meus olhos como a luz acesa
que uma penumbra dolorida apaga...
tu foste a rosa que ao abrir se esfolha,
nuvem perdida que no céu divaga...
O dia 4 de maio celebra a data de nascimento de Branquinho da Fonseca.
Também usou o pseudónimo literário de António Madeira.
sábado, 28 de maio de 2016
domingo, 17 de abril de 2016
POETAS DE PARABÉNS...
ANTERO DE QUENTAL
















